terça-feira, 20 de agosto de 2013

A medida de todas as coisas é o amor


Dentre todos os dons, o único que não vai acabar é o amor. Da mesma maneira, só permanecerá o que for feito no amor. Até a fé vai acabar um dia. Só permanecerá o que for feito no amor e só permanece o amor com que as coisas foram feitas.
Hoje, você precisa cuidar de sua casa: varrer, cozinhar, passar... e amanhã tudo isso irá desaparecer, porque novamente será preciso varrer, cozinhar...mas o amor com que você fez essas coisas permanecerá.

Na nossa vida tudo vai passar. Por isso, é preciso ser esperto e colocar amor em tudo que fazemos. A vida é feita de alegrias e tristezas, nem tudo serão rosas, enfrentaremos espinhos, teremos que repetir todos os dias as tarefas rotineiras, calar diante de uma injustiça, saber lidar com o chefe, colegas... Depende de cada um de nós ganhar ou perder tudo aquilo que fizemos. Pois, até mesmos as coisas grandiozas que fazemos se não tiver amor de nada valerão. Mas as menores coisas, as mais insignificantes, feitas com amor permanecerão. 
A medida de todas as coisas é o amor.




Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 18 de agosto de 2013

Os cristãos que sofrem no Egito

Massacre e perseguição religiosa no Egito: mais de 600 pessoas mortas e inúmeras igrejas e instituições cristãs saqueadas e incendiadas por radicais islâmicos

Os conflitos políticos se acirraram no Egito e levaram o país a decretar estado de emergência, ainda na tarde desta quarta-feira, dia 14 de agosto. Houve confrontos armados entre as forças de segurança do governo e defensores do ex-presidente Mohamed Morsi, ligado à Irmandade Muçulmana e deposto no começo do último mês. Até o momento, calcula-se que cerca de 600 pessoas morreram e quase 4000 ficaram feridas.
A cidade de Cairo, capital do país, se tornou um verdadeiro cenário de guerra: na praça Rabaa al-Adawiya, onde os partidários de Morsi se reuniam desde o dia 3 de julho, a destruição foi completa e, só ali, pelo menos 200 pessoas foram mortas; no distrito de Nasr, uma viatura foi lançada da ponte Seis de Outubro e o corpo de um policial foi agredido e arrastado por apoiadores do presidente deposto.
Viatura lançada da ponte 06 de Outubro

O Papa Francisco fez menção, ontem, durante a oração do Angelus, a "notícias dolorosas" vindas do Egito. "Desejo assegurar minha oração a todas as vítimas e a seus familiares, pelos feridos e pelos que sofrem. Rezemos juntos pela paz, pelo diálogo e pela reconciliação naquela terra querida e no mundo inteiro." Na homilia por ocasião da solenidade da Assunção de Maria, o Santo Padre recordou a virtude da esperança expressa no cântico do Magnificat e disse que "este cântico é particularmente intenso, onde o Corpo de Cristo hoje está sofrendo a Paixão". Embora não tenha feito aqui uma referência explícita ao Egito, a situação dos cristãos coptas no país ilustra com exatidão esta Paixão que sofre "o Corpo de Cristo hoje".
A comunidade cristã no Egito é relativamente pequena: apenas 10% dos 80 milhões de habitantes se declaram cristãos. No entanto, o pequeno número de fiéis tem sofrido nas mãos de grupos islâmicos extremistas. A ofensiva desta semana era tragicamente prevista, já que há mais de um mês os cristãos coptas vêm sendo acusados de complô político para depor Morsi pelas emissoras da Irmandade Muçulmana. Estima-se que mais de 40 igrejas foram saqueadas desde a última quarta-feira em todo o território egípcio.
Ainda na manhã do dia 14, começaram a circular na Internet inúmeras imagens de um incêndio na igreja de São Jorge, o principal templo copta em Sohag, norte do Egito. Outra igreja dedicada ao mesmo santo foi saqueada na região do Assiut. As imagens do vilipêndio foram registradas e colocadas no YouTube:



De acordo com o jornalista Giorgio Bernardelli, outros incêndios tomaram a igreja de São Teodoro, em Mynia, uma das províncias com a maior concentração de cristãos no país, e a igreja de Arish, no Sinai, na qual exercia seu ministério o padre Mina Abdul, sacerdote copta assassinado há um mês. No nordeste do Egito, em Fayoum, uma multidão destruiu as cruzes de uma igreja dedicada a Nossa Senhora e o templo de Amir Tadros foi completamente incendiado.
Foto da igreja de Amir Tadros. Mais fotos neste link



A violência não afeta só a Igreja Ortodoxa, mas todas as confissões cristãs. Uma igreja greco-ortodoxa foi destruída no leste do país, em Suez (foto). Na mesma região, uma paróquia e uma escola católicas foram saqueadas e incendiadas (foto 01foto 02). O temor é tão grande que Sua Beatitude, o patriarca da Igreja Católica Copta, Ibrahim Sidrak, decidiu cancelar todas as missas da solenidade da Assunção, previstas para ontem.
"Também nós, católicos, como os coptas e os protestantes, preferimos manter fechadas as igrejas e os lugares de culto para evitar incidentes", disse o padre Paul Annis, superior da Congregação dos Combonianos, no Cairo.
A perseguição religiosa no Oriente Médio faz do Cristianismo a religião mais perseguida do mundo hoje. Embora haja uma "conspiração do silêncio" em torno do tema, sabe-se que, em 2012, pelo menos 100 mil cristãos foram mortos por motivo de religião, de acordo com o Observatório de Liberdade Religiosa da Itália. Ao lado da intolerância muçulmana, a ideologia comunista – tome-se como exemplo a Coreia do Norte – é responsável por grande quota deste morticínio.
Junto com o Santo Padre, o Papa Francisco, os católicos do mundo inteiro são chamados a oferecer orações e sacrifícios pelo Oriente Médio, especialmente no Egito, onde, mais uma vez, os cristãos têm pagado o preço da situação política dramática de seu país.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider / The Blaze.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O mundo diante do Imaculado Coração de Maria

Em um dos eventos previstos no calendário do Ano da Fé, o Papa Francisco repete João Paulo II e consagrará o mundo ao Imaculado Coração de Maria
O Papa Francisco vai consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria, repetindo o gesto de seu predecessor, o bem-aventurado João Paulo II. A decisão foi anunciada esta semana, através de um boletim informativo do Santuário de Fátima.
O ato de consagração acontecerá no dia 13 de outubro, quando acontece, em Roma, a Jornada Mariana, promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. A oração será feita diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (a mesma venerada na Capelinha das Aparições), que estará na cidade eterna, a pedido do Santo Padre.
A imagem, esculpida em madeira e oferecida em 1920, só sai de Fátima em ocasiões especiais. As últimas vezes em que a imagem saiu de Portugal a pedido de um Pontífice foram em 1984, quando o beato João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, e em 2000, quando o mesmo Papa, em união com o episcopado do mundo inteiro, entregou à Virgem o terceiro milênio. "A um papa não se diz que não", disse dom António Marto, bispo de Leiria e Fátima.
Outro bispo de Roma que fez questão de consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria foi o venerável Pio XII. Por meio da carta apostólica Sacro Vergente Anno, assinada a 7 de julho de 1952, o Pastor Angelicus ofereceu a Nossa Senhora o mundo e, "na angústia do momento presente", a Rússia.
Sua Santidade, o Papa Francisco, já demonstrou o seu amor à Virgem Santíssima, ao pedir, em maio deste ano, ao então patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, que consagrasse o seu pontificado ao Seu Imaculado Coração.
Desta vez, é o mundo inteiro que será colocado pelo Santo Padre diante de Maria, Mãe da Igreja. Que este ato do Sumo Pontífice apresse o triunfo do Seu Imaculado Coração!
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Que os pais não se cansem de educar os filhos como cristãos, alenta o Papa


MEXICO D.F., 13 Ago. 13 / 07:00 am (ACI).- O Papa Francisco exortou a dar às crianças, adolescentes e jovens, "o melhor que temos: Cristo, Salvador e Amigo que nunca falha", em uma carta enviada em ocasião dos 200 anos da conclusão da construção da Catedral Metropolitana do México.

No texto divulgado pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), o Santo Padre escreve: "assumamos também o desafio de olhar para o futuro com esperança. Que ninguém nos roube a esperança! Alimentemo-la, vindo ao primeiro templo diocesano. A Palavra de Vida que ressoa na Catedral Metropolitana do México tem que prolongar-se no futuro, tem que enraizar-se no coração das crianças, dos adolescentes e jovens".
"Eles são uma janela aberta à ilusão e ao entusiasmo. Temos que dar-lhes o melhor que temos: Cristo, Salvador e Amigo que nunca falha. Isto compete, acima de tudo, aos pais e mães de família, que têm na educação cristã de seus filhos a maior de suas obrigações, da qual não podem cansar-se, e que têm que realizar contando não somente com as suas energias, mas, sobretudo, apoiados na oração".
Na missiva dirigida ao Cardeal Norberto Rivera, Arcebispo Primado do México, o Papa assinala que "da história deste templo podemos tirar lições para nossa vida cristã. Quantas pessoas o terão visitado para encontrar-se com o Senhor! Suas pedras são testemunhas silenciosas de muitos que entraram nele para abrir seu coração a Deus, pedir seu perdão, suplicar favores, louvá-lo e exaltá-lo por todo o amor que nos manifesta todos os dias".
"Recolhamos o melhor dessa herança espiritual e continuemos elevando nossos corações ao céu nesta casa, que é a de Deus e a de todos os que fazem parte da grande família diocesana", exortou Francisco.
"Mas não se trata somente de olhar para trás. Uma oportunidade como esta tem que converter-se em um forte estímulo espiritual para assumir com alegria a grande tarefa que todo batizado tem hoje de ser discípulo e missionário de Jesus Cristo"
Na Catedral, assinala o Pontífice, que é o "coração da diocese, o Bispo realiza a ação mais venerada e Santa que se pode realizar: a Eucaristia, memorial da Morte, Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor. Participemos dela com devoção, e tiremos da Mesa do Senhor a força para dar testemunho em qualquer lugar do amor que Deus nos tem, em qualquer ambiente onde nos encontremos e com todos os que nos rodeiem, em especial os mais desfavorecidos".
O Papa encomenda todos seus bons desejos à Virgem de Guadalupe para que ela seja "bússola e estrela que conduza a Cristo, fruto de seu ventre. Que Ela custodie com a sua proteção e mantenha fiéis no caminho da santidade a todos os sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e fiéis dessa comunidade arquidiocesana".
"Querido Irmão, peço-te, por favor, que reze e faça rezar por mim nessa Catedral. Eu preciso muito", conclui.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Deus nos chama a ser profetas


Caímos no erro de pensar que Deus nunca irá nos chamar para servi-Lo, pois Ele só o faz com pessoas especiais. Mas isso não é verdade! Não podemos olhar somente para os chamados específicos: ser padre, ser freira. Hoje, o Senhor tem convocado a muitos que não são padres nem freiras para ser evangelizadores e profetas.
Profeta não é aquele que adivinha o futuro, mas aquele, por meio do qual, Deus quer nos falar. Ele precisa de homens de carne e osso, que sejam a Sua boca, pois Ele quer falar por meio de nós: Ele quer profetizar. A palavra 'servo' significa escravo. Pessoas humildes, pobres, pessoas socialmente desclassificadas, são chamadas por Deus para ser apóstolos. Para serem os profetas de que Ele necessita.

Deus nos chama a ser profetas, pois só assim conseguirá atingir o seu povo. Assim como Jesus se fez homem, para estar no meio de nós, adquiriu a cultura, a linguagem, os modos daquele povo para evangelizá-lo e trazê-lo de volta para Deus, assim somos nós, profetas no meio do povo, hoje. Jesus nunca deixou de ser Deus, mas veio como homem: se encarnou, tomou uma natureza humana, teve um corpo como o nosso, adquiriu a cultura do povo de sua época.

Assim como dizemos que os jovens são os evangelizadores dos jovens, em cada meio é preciso que haja um profeta para evangelizar as pessoas naquela realidade. Se não assumirmos estes ambientes como campo de evangelização, o mundo tomará conta deles. Não se trata de transformar o local em que vivemos e trabalhamos num púlpito de pregação, mas de evangelizar sendo o profissional que devemos ser. Trabalhando naquele meio, sendo de Deus e fazendo ali o que Deus quer. Em tudo aquilo que fizermos, nossas palavras, nosso procedimento, em tudo, estaremos evangelizando nossos companheiros de serviço.

As pessoas não estão muito interessadas em palavras, mas em testemunhos de vida. É a pregação com a vida. A sua vida vai ser uma grande pregação. Depois basta você contar aos outros o que Deus fez com você e com a sua família. Isso vai ser o grande testemunho. Ele será muito mais forte do que muitas palavras.

Talvez nos sintamos confusos, pequenos demais, com medo, diante da missão que nos é confiada, e por isso, ficamos sem saber o que fazer. Na obra de Deus, porém, somos apenas instrumentos pequenos e frágeis nas mãos d’Ele; mas por meio de nós, Ele pode realizar maravilhas. Deus está nos chamando: “Vem falar por mim!” Precisamos responder a esse apelo de Deus.




Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aborto na Rússia: 300 mil a menos em 2012 graças a programas de ajuda às mulheres


MADRI, 05 Ago. 13 / 02:16 pm (ACI/Europa Press).- O número de abortos praticados na Rússia em 2012 foi de 935 000, 300 000 a menos que em 2008, conforme informou a diretora do departamento materno-infantil do Ministério de Sanidade Russo, Elena Baibárina, citada pela agência de notícias RIA Novosti.
"O número de abortos diminui", declarou Baibárina.
Enquanto que "em 2008 se praticaram 1.236.000, em 2012 a cifra foi de 935.000", ou seja, em 2008 foram praticados 73,1 abortos por cada 100 crianças nascidas vivas, o número reduziu até 49,7 em 2012.
"É um número muito elevado ainda e isto agrava o problema de esterilidade", prosseguiu a diretora alegando que na Rússia se intensificou a luta contra o aborto e se ampliaram os programas de ajuda para as mulheres que se encontram em uma situação crítica.
"Estamos criando centros e despachos de ajuda psicológica e social" e "a maioria das mulheres que assistem, decidem finalmente não interromper a gravidez (abortar)", precisou.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

No Reino de Sauron, nem tudo são rosas


Galera, estou repassando uma matéria publicada pelo blog "O catequista" achei muito interessante e resolvi postar aqui também! Abraços!!

Por A Catequista em 04/08/2013


Muitos de vocês devem estar acompanhando o imbróglio gerado após as declarações do vocalista da banda católica Rosa de Saron no programa da Fátima Bernardes. Pra resumir bem a questão, taí abaixo o vídeo com as falas infelizes do artista, e a devida avacalhação por parte do Pe. Paulo Ricardo (são 2 minutinhos).


Em sua fanpage e em seu blog, a banda publicou um post em resposta aos “ataques” sofridos. Usaram a encíclica Redemptoris Missio, de João Paulo II, para tentar provar que não disseram nada de herético. O documento acena a possibilidade de salvação não só para os católicos, mas também para aqueles que “não têm a possibilidade de conhecer ou aceitar a revelação do Evangelho, e de entrar na Igreja”.
Esse é o belíssimo conceito de ignorância invencível, que nós já explicamos aqui no blog. Quem quiser entender melhor, basta ler o post “No Céu só haverá católicos?”.
Ok… Então o vocalista da banda não disse nada de errado? Disse sim! Diante de milhões de espectadores, ele desprezou quem diz que “católico é certo”, pois isso seria “papo de cidade do interior”. Querendo ou não, ele reforçou a ideologia do relativismo religioso, segundo a qual “tanto faz uma religião como a outra”.
O relativismo religioso já foi condenado no Decreto Unitatis Redintegratio:

“…só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares. Cremos também que o Senhor confiou todos os bens da nova Aliança ao único colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, com o fim de constituir na terra um só corpo de Cristo.” (UR, 3)

Tal ideia danosa também foi condenada durante o papado do próprio João Paulo II, por meio da Declaração Dominus Iesus:
“Com a vinda de Jesus Cristo Salvador, Deus quis que a Igreja por Ele fundada fosse o instrumento de salvação para toda a humanidade (…). Esta verdade de fé nada tira ao fato de a Igreja nutrir pelas religiões do mundo um sincero respeito, mas, ao mesmo tempo, exclui de forma radical a mentalidade indiferentista ‘imbuída de um relativismo religioso que leva a pensar que ‘tanto vale uma religião como outra’.

“Se é verdade que os adeptos das outras religiões podem receber a graça divina, também é verdade que objetivamente se encontram numa situação gravemente deficitária, se comparada com a daqueles que na Igreja têm a plenitude dos meios de salvação.”
E, voltando à encíclica Redemptoris Missio, a banda destacou o trecho que lhe convinha, mas parece não ter reparado nesse pedacinho “irrelevante” aqui:
“…a Igreja professa que Deus constituiu Cristo como único mediador e que ela própria foi posta como instrumento universal de salvação. (…) É necessário manter unidas, estas duas verdades: a real possibilidade de salvação em Cristo para todos os homens, e a necessidade da Igreja para essa salvação.” (RM, 9)


É bom lembrar também que o Papa Francisco já deixou bem claro que “… não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. O grande Paulo VI dizia: é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja” (homilia do dia 22 de abril de 2013).
rosa_papa
Certo, vamos partir do princípio de que as palavras do vocalista na TV foram realmente distorcidas pelos católicos conservadores. Se assim for, o mais sensato seria os membros da banda terem publicado uma resposta dizendo que jamais pretenderam desacreditar o ensinamento infalível de que “Fora da Igreja não há salvação”. Porém, limitaram-se ao discurso de vitimização e em nenhum momento afirmam sua fé no dogma, que foi proclamado por meio da bula Unam Sanctam e está confirmado no atual Catecismo.
Milhares de jovens são fãs da banda Rosa de Saron, que aliás, manda muito bem nas composições. Entretanto, o sucesso e a fama trazem não só prazeres, mas também enorme responsabilidade. O que um artista fala, em geral, produz muito mais impacto na sociedade do que a palavra de um intelectual, um líder religioso ou um político de renome.
É preciso dar fim às acusações, e buscar a verdade e a paz. É simples acabar com essa polêmica! Digam junto conosco, membros de Rosa de Saron:
“Fora da Igreja não há salvação”.
sauron_olho
Isso bastará para dissipar todas as dúvidas de que tenham pretendido incorrer em heresia. É possível que digam isso ou… seria pedir demais? Challenge accepted?

Dica final: já que gostam tanto do Papa Francisco (e nisso estamos juntos), seria muito bom que os artistas em questão se unissem e ele no afeto e no reconhecimento ao legado de Bento XVI. As verdadeiras rosas de Saron – como aquela flor citada no livro 2 do Cântico dos Cânticos – serão capazes de entender isso. Já as rosas de Sauron… Essas estão murchinhas, murchinhas!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA INDÚSTRIA DO ABORTO?

Em nome dos direitos individuais se espalha pelo mundo a “cultura da morte”.
Em 2004, o Papa João Paulo II alertou o mundo sobre uma “cultura de morte” que estava sendo espalhada pelo mundo e sendo legitimada pelo Estado em diversos países. Segundo o Pontífice, “em nome dos ‘direitos individuais’” atenta-se contra a vida de outros, sobretudo dos mais inocentes.
A pergunta é: se ficamos tão chocados quando vemos as imagens do Holocausto, por exemplo, por que não temos a mesma reação quando falamos destas vítimas inocentes ainda no ventre de suas mães? Um verdadeiro holocausto silencioso. Se juntarmos todos os assassinatos cometidos pelos ditadores e carrascos da humanidade – de Hitler a Stalin – não chega à quantidade de abortos praticados em um único ano: 50 milhões.
A verdade é que, por trás da tentativa de legalizar o aborto, existe uma “indústria da morte” com interesses econômicos, geopolíticos e culturais. Ideologia de gênero, direitos homossexuais e políticas de contracepção fazem parte de uma política ideológica de controle populacional e de desconstrução do Cristianismo no mundo.
 Tiba entrevista padre Luiz Carlos Lodi
“Os países do Hemisfério Norte entenderam que a crescente taxa de natalidade dos países subdesenvolvidos seria uma ameaça ao seu domínio imperialista. Com isso tentaram – e ainda tentam – impor aos países mais pobres políticas de esterilização, contracepção, eutanásia e aborto”, denunciou padre Carlos Lodi, líder do Movimento Pró-Vida de Anápolis (GO).
No Brasil, no entanto, esta política não tem dado muito certo. Apesar do forte apelo da mídia e de ONGs feministas tentarem convencer a população com mentiras e falácias pró-aborto, pesquisas revelam que 82% da população brasileira é contra o aborto.
Mas se o povo brasileiro é contra o aborto, por que leis ainda tramitam no Congresso para fazer do aborto um ‘direito humano’ legalizado e financiado com dinheiro público?
Para Hermes Rodrigues, professor e jornalista, existem organismos internacionais que promovem essa prática [aborto] no Brasil e fazem com que a pauta da legalização deste crime esteja constantemente tramitando no Congresso Nacional para ser legalizado. “Eles querem fazer do aborto um direito humano e as pessoas não têm alcance de que, por trás disso, está escondida uma tentativa de desconstrução da família e dos valores cristãos do Ocidente”, ressaltou o professor.
Por trás de falácias como “direitos reprodutivos da mulher”, “autonomia sobre seu corpo” e números superfaturados de mortes decorrentes de abortos clandestinos (para justificar o aborto como “questão de saúde pública”), muitos outros interesses estão por detrás, no entanto, segundo padre Lodi, também existe um fator espiritual por trás de todos esses fatores. “Jesus disse que o pai da mentira veio para roubar, matar e destruir. Matar é o fim, mentir é o meio”, salientou o sacerdote.
“Ele [o demônio] queria matar a Deus, mas ele não pode fazer isso porque Deus é imortal, então ele vai tentar atingir o quê? Vai tentar matar a imagem e semelhança de Deus, que somos nós”, concluiu o sacerdote e líder do Movimento Pró-Vida de Anápolis.
Convido a todos a assistirem o vídeo postado no site da canção nova no link abaixo:

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Deus restaura aquilo que o pecado estragou em nossa vida

Permitamos que aquilo que está estragado em nós seja restaurado, recuperado por Deus. E, ao mesmo tempo, acreditemos que a Palavra de Deus pode transformar a vida de muitos.
Jesus, hoje, compara o Reino dos Céus com a rede lançada ao mar que apanha todo tipo de peixe.
Você sabe que o pescador, quando joga sua rede ao mar, pesca muita coisa: peixe bom, peixe de qualidade, peixe de toda espécie. Ao mesmo tempo, pode vir um peixe estragado, podem vir bagulhos e tantas outras coisas que estão ali no fundo do mar. O pescador pega aqueles peixes e fica com aquilo que é bom.
O tempo agora é de jogar as redes. É tempo de pegar os peixes, mas é no fim dos tempos, quando Jesus vier em Sua glória, que Ele irá separar os peixes bons dos ruins.
Uma vez que um peixe está estragado, ele não serve para mais nada. Mas no Reino de Deus, há uma coisa importante que não acontece entre os peixes. Para Deus, podemos até estar estragados, porque a vida, o mundo, a corrupção do mal e do pecado acabam fazendo isso conosco. Quantos dos nossos foram prejudicados pelas drogas, pelo álcool, pelos vícios e pelos pecados que acabam não só a saúde, mas com a própria essência da pessoa.
Nós precisamos ter fé e ousadia. Primeiro, permitindo que aquilo que está podre em nós seja restaurado, recuperado por Deus. Ao mesmo tempo, acreditando que a Palavra do Senhor pode transformar a vida de muitas pessoas.
Não deixemos que o desânimo tome conta do nosso coração. Não deixemos que a incerteza e a incredulidade nos levem a pensar que as pessoas não têm mais jeito. Tudo tem jeito, porque a Palavra de Deus tudo pode realizar.
É obvio que nós precisamos querer essa mudança– e aquele que está estragado também precisa querer isso. Mas, no momento em que a Palavra de Deus entra com força em nosso coração, aquilo que está estragado é transformado.
Que a Palavra de Deus chegue em muitos corações, curando e restaurando aquilo que está danificado em nós e no mundo.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Facebook Twitter

terça-feira, 30 de julho de 2013

Papa Francisco: “Eu sou filho da Igreja”

A mídia internacional divulgou uma suposta "aprovação" do Papa Francisco à homossexualidade. Trata-se de mais uma mentira. Entenda o que disse o Santo Padre.








No fim da tarde de ontem, o Papa Francisco se despediu do povo brasileiro. Com a alma "cheia de recordações felizes", o Santo Padre declarou já começar "a sentir saudades".
Com certeza, não é só Sua Santidade que sentirá falta do Brasil. Nós também não esqueceremos esta visita do sucessor de São Pedro à nossa nação, que nos trouxe palavras de alento, conforto e esperança, mas, ao mesmo tempo, apelos de compromisso e de responsabilidade – como no discurso aos voluntários da Jornada, quando o Papa pediu aos jovens "a coragem de ir contra a corrente", contra a "cultura do provisório, do relativo".
É importante que estas mensagens do Sumo Pontífice encontrem terreno fértil em nosso coração, mas também se deve tomar muito cuidado com a leitura que a mídia tem feito de suas declarações. Quando vão falar sobre a fé e sobre a Igreja, muitos de nossos jornalistas e teólogos – ou, simplesmente, de nossos formadores de opinião – estão mais preocupados com a promoção de sua agenda progressista que com os valores cristãos propriamente ditos. Assim, uma palavra dita pelo Papa num contexto é imediatamente jogada nas manchetes e, então, de repente, a Igreja teria mudado sua doutrina ou negociado seus princípios morais.
Durante o voo de regresso a Roma, apesar do cansaço, o Papa Francisco decidiu conceder uma entrevista aos jornalistas presentes no avião. O Pontífice abordou temas espinhosos; entre eles, a questão da homossexualidade. Não falou nada de novo em matéria moral: "Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade."
No entanto, vários portais de notícias comemoraram o que parecia ser a "habilitação" do ato homossexual. Nada mais falso. Basta ler o trecho do Catecismo ao qual o próprio Papa remete, demonstrando continuidade com o ensinamento moral da Igreja. Trata-se do seu parágrafo 2358:
"Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."
Traduzindo: a Igreja continua condenando o pecado, não o pecador. E, justamente porque o ama, chama-o à conversão, à castidade. Por causa de sua condição, eles não devem ser injustamente discriminados, mas tratados com respeito e dignidade. Este é o ensinamento da Igreja e esta é a referência do Papa.
Outro momento da mesma entrevista ilustra muito bem este compromisso de Francisco com a fé e a moral católicas01. Perguntado sobre sua opinião frente a questões como o aborto ou o "casamento" gay, o Santo Padre disse: "A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso". O jornalista, insistente, queria saber a posição do Papa. Ele foi ainda mais enfático: "É a da Igreja, eu sou filho da Igreja".
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. 'Se uma pessoa é gay e busca Deus, quem sou eu para julgá-la?', diz papa

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A agonia de Jesus deve ser a minha também!


A paz de Cristo!

Quando um discípulo quer aprender, ele se concentra em seu mestre! Assim somos nós, não adianta em nada ser de Cristo sendo que não coloco em prática seus ensinamentos, humanamente falando muitas vezes é quase que impossível, mas Deus sabe que somos fracos e necessitamos de auxílio, por isso nos ensinou que em momentos de fraqueza devemos pedir auxílio ao consolador o Espírito Santo.

Em sua agonia no horto Jesus clama ao Pai fazendo o que é mais eficiente em momentos de aflição a oração, "Pedi e será dado, buscai e achareis batei e será aberto!", eis a chave para o encontro com Deus, muitas vezes colocamos o nosso EU na frente, criando uma falsa ilusão de poder resolver os problemas sozinhos, fazemos assim o caminho contrário nos distanciamos de Deus, cada vez que meu EU é maior que Deus me afasto de Deus! Ex: a parábola do filho pródigo.  

Por isso a agonia de Jesus deve ser a minha, se minha vida está a caminho de uma provação ou está em provação, mesmo que a vontade seja de largar tudo, diga NÃO! e afirme sua fé em Cristo entregue o caminho a Deus!


"Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!"  
II Coríntios,3,4

Cristian Giosele 
A voz que clama no deserto!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Francisco é sucessor de São Pedro, não de Judas

Um "teólogo da corte" declarou nos últimos dias que Francisco seria "o Papa da ruptura". Nunca ele esteve tão enganado.








Ao final de sua homilia na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco citou uma frase de Bento XVI. Não foi a primeira e nem será a última vez que um Pontífice fará referência a seus predecessores. Afinal, ao mesmo tempo em que é visível no Papa o poder de São Pedro, dado pelo próprio Cristo (cf. Mt 16, 19), deve ficar nítida também a dimensão do serviço. O Papa não é o autor da verdade, mas seu servidor fiel; é sucessor de São Pedro e, por isto, tem consciência do imenso número de homens que o antecederam, ajudando a conservar e zelar pelo patrimônio imemorial que é a nossa fé.
Os meios de comunicação foram tomados por um grande "entusiasmo" com a visita de Francisco. Não é para menos. Sua Santidade conquistou com muita facilidade o coração dos brasileiros, com seu sorriso e simpatia cativantes.
No entanto, o que se percebe, muitas vezes, nos comentários de jornalistas e analistas religiosos, é aquele entusiasmo enganoso, que vislumbra uma Igreja que ande de mãos dadas com o aborto, com o "casamento" homossexual, com a eutanásia e um monte de outros temas da agenda progressista.
Infelizmente, o cenário é também consequência da falta de compromisso de muitos de nossos supostos católicos. Certamente você já ouviu palavras do tipo: "Eu sou católico, mas...". Em seguida, prepare-se para ouvir qualquer tipo de barbaridade. É-se católico, ma non troppo. A pessoa se diz cristã e em comunhão com a Igreja, mas se recusa a aceitar sua doutrina moral, coloca em xeque os ensinamentos dos legítimos pastores em comunhão com o Papa, pisoteia o Catecismo e cai na ilusão de um catolicismo self-service – segundo este, seria possível escolher, na doutrina de Cristo, aquilo que lhe agrada e aquilo que lhe incomoda.
Em discurso aos jovens argentinos hoje, o Papa Francisco recordou que a fé "no se licua". O dicionário não ajuda a explicar metáforas, mas "licuar" significa bater no liquidificador, desintegrar algo que é sólido em líquido. É o que se faz quando se tenta transformar a fé em uma substância palatável ou meramente agradável aos ouvidos. Contra esta tentativa de se reduzir a verdadeira fé a uma fábula, o Papa Paulo VI dizia: "Não minimizar em nada a doutrina salutar de Cristo é forma de caridade eminente para com as almas". Aquilo que o Espírito Santo ditou para a Igreja há dois mil anos também vale para hoje, também se encaixa em nosso tempo! A verdade de Cristo não muda, permanece sempre una. E indivisível.
Não é a primeira vez que Francisco declara a importância de se conservar a integridade da fé da Igreja. Certa vez, durante um diálogo, transcrito e publicado antes de ser eleito Papa, Bergoglio foi taxativo:
"Para mim também a essência do que se conserva está no testemunho dos pais. Em nosso caso, o dos apóstolos. Nos séculos III e IV formularam-se teologicamente as verdades de fé reveladas e transmitidas, que são inegociáveis, a herança. (...) Certas coisas são opináveis, mas – repito – a herança não se negocia. O conteúdo de uma fé religiosa é passível de ser aprofundado pelo pensamento humano, mas, quando esse aprofundamento colide com a herança, é heresia." [01]
Um "teólogo da corte" declarou nos últimos dias que este seria "o Papa da ruptura". Nunca ele esteve tão enganado. Francisco pode ter um estilo bem diferente e um comportamento bem peculiar, mas ao essencial – é ele mesmo quem o diz – não dá para renunciar. Afinal, Francisco é sucessor de São Pedro, e não de Judas.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere