quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Depois de ser abusada, minha mãe não abortou, perdoei e confessei o meu pai

Sacerdote Luis Alfredo León Armijos

"Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram a vida", afirma o sacerdote Luis Alfredo León Armijos, de Loja (Equador) quem aos seus 41 anos compartilha sua história. O seu nascimento foi fruto de um estupro quando sua mãe tinha apenas 13 anos. O presbítero também conta como conheceu e perdoou o seu pai a quem confessou e que agora leva uma vida de fé.
Em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, o sacerdote diocesano e pároco da Paróquia São José em Loja, relatou que sua mãe, María Eugenia Armijos Romero, quando ainda era menor, cuidava e limpava uma casa em Loja para ajudar os seus pais e seus sete irmãos: "o dono da casa aproveitando que estava sozinho, abusou dela deixando-a grávida".
Apesar do rechaço de sua família que "não queria que o bebê nascesse e por isso batiam na sua barriga e davam-lhe algumas bebidas para que abortasse", María sempre defendeu a vida de seu filho e ao ver-se sozinha e sem apoio "orou e sentiu em seu coração que o Senhor lhe dizia: defende essa criança que está em ti", contou o Pe. León.
María fugiu de Loja para a cidade de Cuenca onde sobreviveu por seus próprios meios. No domingo 10 de outubro de 1961 às 10:00 a.m., em um parto cheio de complicações por sua pequena idade e fraca contextura, nasceu Luis Alfredo com alguns problemas respiratórios que o amor de mãe também ajudou a sanar.
Depois de um tempo e com a ajuda paterna, María voltou para Loja para começar "uma vida como mãe solteira. Meu pai aceitou reconhecer-me e encarregar-se de mim, mas isso não quer dizer que as coisas estavam bem entre eles", relatou o Pe. León.
O presbítero recorda que seu "pai visitava sempre a casa e cumpria suas obrigações para conosco. Eles (seus pais) tiveram mais 3 filhos, e minha relação com ele era distante, mas boa. Eu tinha muito respeito por ele, infundia autoridade, foi muito forte comigo, me levava para trabalhar".
Quando o Pe. León tinha 16 anos o convidaram à Renovação Carismática onde "tive meu primeiro encontro com Cristo, aprendi de seu amor maravilhoso", e começou a pregar e dar catequese "em todo lugar que Deus me colocava" como nos ônibus e nas casas de recuperação de menores.
Aos 18 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de Loja sobrepondo-se à oposição do seu pai. "Ele me dizia: você não pode ser sacerdote porque você deve saber bem quem você é".
Com uma permissão especial do Bispo por sua pouca idade, foi ordenado aos 23 anos: "foi toda uma bênção para minha vida", recorda.
Dois anos depois ingressou no Caminho Neocatecumenal e sua mãe lhe contou, depois de terminar a relação com seu pai, como foi que veio ao mundo. Isso marcou o ponto de início para um caminho de reconciliação de ambos. O sacerdote ajudou a sua mãe a entender que não podia odiar o seu pai e que Deus a convidava a amar sua própria história.
O sacerdote relatou ao grupo ACI que com esta experiência ele compreendeu que sempre tinha pregado aos outros sobre o amor de Cristo em suas vidas e agora entendia que "Deus me permitia ser sacerdote não para julgar, mas para perdoar, para ser instrumento de sua misericórdia, e eu tinha julgado muito o meu pai por tudo".
Anos mais tarde recebeu uma ligação do seu pai "ia fazer uma operação e estava com medo, e me disse: quero que me confesse". Depois de 30 anos sem comungar, "meu pai retornou à comunhão, à Eucaristia".
"Eu lhe dizia: pai, você merece o céu, uma vida eterna, assim como a Igrejatambém está me fazendo ver o céu, e nesse momento os olhos do meu pai se encheram de lágrimas".
Quando o Pe. León prega para mães gestantes que passam por dificuldades lhes recorda que assim como Jeremias, Deus forma no ventre a vida de um filho, e que não o vejam como "um filho que traz sofrimento, que traz dor, eu lhes digo que um filho traz a salvação, traz bênçãos".
"Como Jesus Cristo que foi insultado, açoitado, já desde menino foi causa de cruz e de dor, em seus filhos recebam a bênção de Jesus" adicionou.
O presbítero aconselha aos filhos que conheçam bem "a própria história. Aprendam a ver as coisas desde o amor de Deus. Podemos inteirar-nos de nossa história e odiar a própria vida, julgar a Deus como aconteceu comigo, mas descobri que o amor de Deus tinha estado aí me cuidando em toda a vida".
"Jovem, se o pai da terra errou e te falhou, Deus Pai nunca nos falhou. Se for filho e mãe solteira deve ver em sua vida como Deus Pai te cuidou", exorta.
"Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram à vida, eu digo é uma gratuidade, tudo o que tenho, a vida em si mesmo é um dom delicioso que Deus dá", concluiu.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24888

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As Profecias de São Malaquias

Sao_Malaquias

Nos últimos Conclaves para a eleição de João Paulo II e Bento XVI voltaram à baila as “profecias” de São Malaquias (não é o profeta São Malaquias, do Antigo Testamento), que, segundo o monge beneditino Dom Estevão Bettencourt, “carecem de toda e qualquer autoridade, segundo os resultados da boa crítica histórica”. A Igreja nunca se guiou por tais profecias. (cf. Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”, n. 227/1978, pg. 451s). Coloco aqui algumas informações do citado artigo:
“São Malaquias (1095-1140) foi bispo do Armagh na Irlanda no século XII. Até o século XVI nenhum autor ou documento mencionou as suas “profecias”; estas foram ignoradas até 1595, quando o beneditino Arnoldo do Wyon as inseriu no seu opúsculo “Lignum Vitae”. Hoje em dia pode-se dizer que tal documento teve origem em 1590 durante o conclave que devia eleger o sucessor de Urbano VII; entre os Cardeais mais em vista estava Simoncelli, cidadão do Orvieto e antigo bispo desta cidade; ora os amigos do Simoncelli quiseram favorecer a eleição deste prelado, apresentando  uma lista “profética” de 111 Papas, em que o sufragado após   Urbano VII era o Papa “De antiquitate urbis” (Da antiguidade da cidade). Isto é, o Papa de Orvieto (= Urbs vetus, cidade antiga); em vista disto, forjaram uma série de dísticos papais mais ou menos condizentes com a realidade desde Celestino II (1143-1144), mas assaz arbitrária após Urbano  VII. Toda­via essa fraude foi vã, pois quem saiu eleito do conclave em 1590 foi o Cardeal Sfrondate, arcebispo do Milão, que tomou o nome de Gregório XIV. Estes dados bastam para dissipar qualquer dúvida acerca da pretensa autoridade das “profecias” de São Malaquias”.
Como agora, já na eleição de João Paulo II, em 1978,  estiveram em destaque as ditas “profecias de São Malaquias”. A imprensa as mencionava como referencial para se predizer a identidade do futuro Papa. Verificou-se, porém, que os resultados foram totalmente diversos do que se previa. A Igreja é conduzida por Deus e não pelos homens.
As “profe­cias” de São Malaquias previam o fim do mundo para o ano 2000 aproximadamente… Segundo o antigo intérprete dessas “profecias”, Ciacconio,  contam-se 38 Pontífices desde Urbano VII († 1590) até o fim do mundo, sendo que o Papa João Paulo II, que vem a ser “De labore solis” (Da fadiga do sol) ainda teria dois sucessores, o último dos quais, Pedro II, verá, com a geração dos seus contem­porâneos, a consumação da história.
A Profecia de Malaquias, logo depois de divulgada em 1595, obteve sucesso considerável. Segundo Dom Estevão Bettencourt, essas profecias “carecem de autoridade”, e os bons críticos não hesitam em rejeitar a sua  autenticidade, por isso a Igreja não lhe dá importância. Quem primeiramente a impugnou apelando para argumen­tos ainda hoje plenamente válidos, foi o Pe. Ménestrier S. J., no seu livro “’Réfutation des Prophéties faussement attribuées à S. Malachie sur les élections des Papes”’ (Paris 1689). Eis as principais razões desde então aduzidas contra a genuini­dade das Profecias:
1) Durante cerca de 450 anos, isto é, desde São Mala­quias († 1148) até o opúsculo “Lignum Vitae” (1595), jamais autor algum fez alusão aos oráculos de São Malaquias; nem os historiadores medievais e renascentistas, ao escrever a Vida dos Papas, mencionam tal documento, que certamente deveria ser citado, caso fosse conhecido.
2) A finalidade da Profecia (insinuar a época do fim do mundo) contraria a intenção de Cristo, que em mais de uma ocasião se negou a revelar aos homens a data do juízo final (cf. Mc 13,32; At 1,7). A  aplicação dos dísticos aos respectivos Papas baseia-se em notas acidentais e arbitrárias.
Alguns críticos julgam que a “Profecia de São Malaquias” foi forjada justamente nesse ano de 1590, quando o falsificador já conhecia parte da his­tória dos Papas que ele havia de caracterizar, ficando-lhe desconhecida a outra parte (a do futuro).
“Diante destas observações da crítica abalizada, vê-se que vão seria evocar a “Profecia” de São Malaquias, seja para ilustrar a história do Papado, seja para prever o decurso dos futuros tempos ou mesmo a época da segunda vinda de Cristo”.
O bom católico deve acreditar piamente nas razões pelas quais disse o Papa que renunciou, sem se deixar levar por fantasias, elucubrações, medos, e outras interpretações. Isso assusta as pessoas e não é bom.  Confiemos plenamente no Papa. Ouçamos apenas o que ele e a Igreja nos dizem, nada mais.  A Igreja pertence a Cristo (“a Minha Igreja”), e as forças do inferno jamais a vencerão.
Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://cleofas.com.br/bento-xvi-e-as-profecias-de-sao-malaquias/

A renúncia do Papa Bento XVI - Padre Paulo Ricardo

     
           Diante da renúncia de Bento XVI duas atitudes são possíveis: ou o homem, numa atitude de fé, deposita sua esperança em Deus, sabendo que Ele agirá, como age, na sua Igreja, na história ou, sem fé, desespera-se, perde-se em temores paranoicos diante de tanta miséria que vê ao seu redor, conjecturando teorias conspiratórias para justificar o que não consegue compreender.
Embora a decisão do Papa tenha produzido desconforto, tristeza, trouxe também a certeza de que não estamos sozinhos. A Igreja não está sozinha. Seus filhos não estão sozinhos. É sobre todo esse mix de sensações conflitantes e partilhando também seus próprios sentimentos que Padre Paulo Ricardo apresenta este novo programa.
               

Fonte: http://padrepauloricardo.org/episodios/a-renuncia-do-papa-bento-xvi

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A MULHER NA FAMÍLIA AFASTA A MONOTONIA



Já faz alguns anos que tenho refletido sobre o chamado de Deus para nós mulheres. Desde a minha adolescência, na idade de 15 anos, trabalhei em uma empresa do ramo têxtil. Iniciei no setor de produção e alguns anos mais tarde após a conclusão do segundo grau, passei a exercer uma função no setor financeiro desta mesma empresa. Meus pais sempre incentivaram a estudar.
 Passei minha juventude afirmando que iria me preparar e estudar para ser “ independente”. No inicio da faculdade casei-me e conclui o curso superior grávida da primeira filha. Exerci treze anos de atendimento clinico na área da psicologia, mas com o tempo,  fui descobrindo sobre a importância que era para o meu esposo e os  filhos, a minha presença em casa. Então decidimos que iria trabalhar somente meio período para ficar a disposição o restante do tempo no lar. Esta experiência no início pareceu-me dolorosa, mas não demorou muito tempo, o meu coração começou  a se encantar pelas maravilhas que percebia em minha família a cada dia. Há mais de um ano fiz a opção de permanecer em tempo integral em casa.
Percebi neste tempo que trabalhar em casa, não tem nada haver com a monotonia, pois a cada dia as crianças nos surpreendem com o estilo que é próprio de cada um. Também os filhos estimula em nosso interior a criatividade e a capacidade de demonstrar o amor de maneira diferente para cada um.
As atividades simples do dia a dia ganha um significado especial com a presença da mãe. Hoje é possível preparar uma refeição com tempo e com a qualidade que todos merecem. Certa vez, em oração o Senhor falava-me ao coração, que a presença da mulher em casa é tão importante como uma cidade fortificada, ou seja, cercada de muros. Antigamente as cidades para se defenderem dos inimigos eram cercadas  de altos muros; e assim ficavam protegidas de ataques dos inimigos. O fato de a esposa-mãe, permanecer em casa, cria uma espécie de altos muros invisíveis onde é possível defender a família de muitos inimigos.
Você já observou que as famílias que tem o privilégio da presença constante da mulher, a casa sempre exala um perfume?  Seja pelo cheirinho de casa limpa, ou então, um delicioso aroma de café no meio da tarde; ou de um pão que acaba de sair do forno.
É uma graça especial saber que nós mulheres temos a oportunidade de “dar a luz” aos nossos filhos a cada novo dia.
Cleonice M. Kamer
Consagrada da Comunidade Bom Pastor




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular


Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.
Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma "revolução" sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as "reformas" do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da "Infalibilidade Papal", proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.
É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente - como explicou no seu discurso - Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.
Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald - publicada no livro Luz do Mundo - na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.
Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas "profecias" apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: "O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa "Profecia de São Malaquias", que anuncia o fim da Igreja e do mundo". É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.
Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa "mais aberto". Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.
O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.
Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. "Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos", denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.
Fonte:http://padrepauloricardo.org/blog/a-renuncia-do-papa-e-os-oportunistas-da-imprensa-secular

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um Papa certo para tempos incertos


Pedro fala pela boca de Bento XVI. O legado que deixará à Igreja é um tesouro incalculável, desde a sua teologia a sua humildade cristã.

A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja.

Nos primeiros séculos do cristianismo, mais precisamente no século III, a Igreja Católica sofreu grandes abalos, ora advindos das perseguições bárbaras e pagãs, ora dos próprios membros da Igreja, com suas heresias acerca da Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Crises como as do Gnosticismo e do Arianismo teriam destruído a Igreja, dada a proporção de seus seguidores, não fosse a providência divina e a assistência do Espírito Santo ter suscitado grandes santos para a defesa de nossa fé, dando cumprimento a promessa de Cristo de que "as portas do Inferno não prevalecerão".
O ano de 451 foi marcado pelas grandes controvérsias cristológicas. Apartados da fé apostólica, inúmeros bispos passaram a acreditar na heresia monofisista. Essa heresia afirmava que Cristo possuía apenas a natureza divina. Contra isso, levantou-se o Papa São Leão Magno no seu famoso "Tomo a Flaviano", no qual declarava a união hipostática de Cristo, ou seja, que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O discurso do Santo Padre foi aclamado pelos bispos conciliares, reunidos em Calcedônia, sob a célebre frase: "Pedro falou pela boca de Leão".
A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja. Por isso, o Santo Padre "é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos bispos, quer da multidão dos fiéis". Como sucessor de São Pedro, o Sumo Pontífice tem o santo dever de confirmar a todos na fé (Luc. 22, 31-32). Esse carisma da unidade na fé e na caridade fez com que o escritor inglês G.K. Chesterton dissesse uma vez, parafraseando um antigo ditado: "Se o Papa não existisse, seria necessário inventá-lo".
Assim, se os Bispos de Calcedônia diziam: "Pedro falou pela boca de Leão" - hoje podemos afirmar que Pedro está falando pela boca de Bento XVI. Joseph Ratzinger é o Papa certo para tempos incertos. Num momento em que a Igreja vive uma encruzilhada entre a apostasia do relativismo e o martírio da ridicularização, o testemunho valente do Bispo de Roma tem dado aos católicos, principalmente aos jovens, o impulso necessário para a vivência virtuosa e apostólica da fé cristã.
No final do ano passado, quando todos os prognósticos da mídia certificavam a falência da autoridade papal, devido às corajosas condenações do Papa Bento XVI ao aborto e em defesa do matrimônio, a mensagem do Santo Padre encontrou eco onde menos se esperava: na juventude. Incentivando os fiéis católicos e os homens de boa vontade - até mesmo os de outras religiões - a se unirem em defesa dos princípios inegociáveis da dignidade humana, o Papa pediu que a verdade fosse anunciada sem medo de represálias.
Contra todos os prognósticos da mídia esquerdista mundial a juventude está com o Papa e deseja ardentemente ver a Igreja de sempre reinante.


"No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em ação política".
Para surpresa de todos, mas sobretudo daqueles que são inimigos da Igreja Católica, o pedido do Santo Padre foi atendido. As ovelhas ouviram a voz de seu pastor (Jo 10.3). Em todo mundo começaram a surgir movimentos em defesa da vida e da família.
A maior marcha pela vida da história americana foi um dos muitos movimentos ao redor do mundo que atendeu ao apelo do Papa Bento XVI.
No Reino Unido, mais de mil padres e bispos assinaram uma carta aberta ao Governo contra a união de homossexuais. Na França, 800 mil pessoas foram às ruas de Paris dizer um veemente não ao projeto do governo socialista de legalizar o "casamento" gay. Na Irlanda, 30 mil pessoas marcharam contra a legalização do aborto. E nos EUA, na capital da terra da liberdade, Washington D.C., 650 mil pessoas, na sua maioria jovens, protestaram contra os 40 anos da aprovação do aborto no país . Foi a maior marcha pela vida de toda a história dos americanos.
Há poucos dias, durante outra Marcha pela Vida nos EUA, mas dessa vez em São Francisco, 50 mil pessoas pediram o fim da lei do aborto no Estado americano. Como fez durante a Marcha pela Vida em Washingnton D.C., Bento XVI enviou uma mensagem de apoio aos participantes do protesto. Uma das coordenadoras do evento, Eva Muntean, revelou ter ficado admirada com o silêncio que os manifestantes fizeram para se ouvir as palavras do Santo Padre: "Podia-se escutar um alfinete cair. Estava tão silencioso, todo mundo prestava atenção. Isso foi muito especial para nós".
Pedro fala pela boca de Bento XVI. Sim, e o legado que esse Papa deixará à Igreja é um tesouro incalculável, desde a sua teologia a sua humildade cristã. Bento XVI é o Papa da Dominus Iesus[01], da certeza de que a única Igreja de Cristo é a Católica. O Papa que desmantelou a Teologia da Libertação[02] e pôs abaixo a babilônia dos teólogos liberais. O Papa que ensinou ao homem que Cristo não veio trazer um mundo melhor, veio trazer Deus. Que desmascarou a "ditadura do relativismo", mostrando que o único caminho de felicidade para o homem é a verdade de Cristo. Que recordou os povos de que "caridade sem verdade é sentimentalismo"[03]e que "um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores". Que "Deus é amor"[04] e que somos "Salvos na Esperança"[05]. E, finalmente, que "a porta da fé[06], que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós".
O católico tem um amor natural pelo sacerdote, ainda mais pelo Papa. São Josemaria Escrivá, no seu livro "Caminho", agradecia a Deus com a seguinte expressão: "Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste no meu coração".
Na Santa Missa "Pro Eligendo Romano Pontifice"[07] - Missa de abertura do Conclave - o Cardeal Joseph Ratzinger encerrou sua memorável homilia rogando a Deus para que mandasse um novo pastor à Igreja, e que este fosse capaz, acima de tudo, de guiar o rebanho "ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria". A festa que se seguiu na Praça São Pedro após o anúncio do Cardeal Medina de que Joseph Ratzinger era o novo Papa só viria a confirmar o pedido do antigo cardeal a Deus. Como bem disse o jornalista Peggy Noonan em um artigo para o The Wall Street Journal, "o primeiro milagre de João Paulo II não foi o da sua beatificação, o primeiro milagre de João Paulo II foi Bento XVI".
Fonte:http://padrepauloricardo.org/blog/um-papa-certo-para-tempos-incertos
                                

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bento XVI


Na manhã deste dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, fomos colhidos pela notícia espantosa de que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, renunciou ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.
Em discurso ao Consistório dos Cardeais reunidos diante dele, o Papa declarou que o faz "bem consciente da gravidade deste ato" e "com plena liberdade".
É evidente que a renúncia de um Papa é algo inaudito nos tempos modernos. A última renúncia foi de Gregório XII em 1415. A notícia nos deixa a todos perplexos e com um grande sentimento de perda. Mas este sentimento é um bom sinal. É sinal de que amamos o Papa, e, porque o amamos, estamos chocados com a sua decisão.
Diante da novidade do gesto, no entanto, já começam a surgir teorias fabulosas de que o Papa estaria renunciando por causa das dificuldades de seu pontificado ou que até mesmo estaria sofrendo pressões não se sabe de que espécie.
O fato, porém, é que, conhecendo a personalidade e o pensamento de Bento XVI, nada nos autoriza a arriscar esta hipótese. No seu livro Luz do mundo (p. 48-49), o Santo Padre já previa esta possibilidade da renúncia. Durante a entrevista, o Santo Padre falava com o jornalista Peter Seewald a respeito dos escândalos de pedofilia e as pressões:
Pergunta: Pensou, alguma vez, em pedir demissão?
Resposta: Quando o perigo é grande, não é possível escapar. Eis porque este, certamente, não é o momento de demitir-se. Precisamente em momentos como estes é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis. Este é o meu pensamento. É possível demitir-se em um momento de serenidade, ou quando simplesmente já não se aguenta. Não é possível, porém, fugir justamente no momento do perigo e dizer: "Que outro cuide disso!"
Pergunta: Por conseguinte, é imaginável uma situação na qual o senhor considere oportuno que o Papa se demita?
Resposta: Sim. Quando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão.
Ou seja, o próprio Papa reconhece que a renúncia diante de crises e pressões seria uma imoralidade. Seria a fuga do pastor e o abandono das ovelhas, como ele sabiamente nos exortava em sua homilia de início de ministério: "Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos" (24/04/2005).
Se hoje o Papa renuncia, podemos deduzir destas suas palavras programáticas, é porque vê que seja um momento de serenidade, em que os vagalhões das grandes crises parecem ter dado uma trégua, ao menos temporária, à barca de Pedro.
Podemos também deduzir que o Santo Padre escolheu o timing mais oportuno para sua renúncia, considerando dois aspectos:
1. Ele está plenamente lúcido. Seria realmente bastante inquietante que a notícia da renúncia viesse num momento em que, por razões de senilidade ou por alguma outra circunstância, pudéssemos legitimamente duvidar que o Santo Padre não estivesse compos sui (dono de si).
2. Estamos no início da quaresma. Com a quaresma a Igreja entra num grande retiro espiritual e não há momento mais oportuno para prepararmos um conclave através de nossas orações e sacrifícios espirituais. O novo Pontífice irá inaugurar seu ministério na proximidade da Páscoa do Senhor.
Por isto, apesar do grande sentimento de vazio e de perplexidade deste momento solene de nossa história, nada nos autoriza moralmente a duvidar do gesto do Santo Padre e nem deixar de depositar em Deus nossa confiança.
Peçamos com a Virgem de Lourdes que o Senhor, mais uma vez, derrame o dom do Espírito Santo sobre a sua Igreja e que o Colégio dos Cardeais escolha com sabedoria um novo Vigário de Cristo.
Nosso coração, cheio de gratidão pelo ministério de Bento XVI, gostaria que esta notícia não fosse verdade. Mas, se confiamos no Papa até aqui, porque agora negar-lhe a nossa confiança? Como filhos, nos vem a vontade de dizer: "não se vá, não nos deixe, não nos abandone!"
Mas não estamos sendo abandonados. A Igreja de Cristo permanecerá eternamente. O que o gesto do Papa então pede de nós, é mais do que confiança. Ele nos pede a fé! Talvez seja este um dos maiores atos de fé aos quais seremos chamados, num ano que, providencialmente, foi dedicado pelo próprio Bento XVI à Fé.
Fé naquelas palavras ditas por Nosso Senhor a São Pedro e a seus sucessores: "As portas do inferno não prevalecerão!" (Mt 16, 18).
Estas palavras permanecem inabaláveis através dos séculos!
Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Fonte: http://padrepauloricardo.org/blog/non-praevalebunt

A PROFECIA DO PAPA PAULO VI



 Há 45 anos o Papa Paulo VI alertou ao mundo sobre o perigo de o governo e autoridades públicas impor a contracepção para os casais (HV 17). O Papa se preocupava com o futuro dos casais, de  eles serem vítimas de uma dominação governamental que impediria de serem livres para formarem suas famílias. 
O Tribunal português, no mês de janeiro deste ano, determinou a retirada da guarda de sete filhos, de uma família, pelo fato de a mãe se recusar a fazer uma laqueadura. No entanto , esta mesma família vivencia fortes laços afetivos e  as filhas mais velhas têm um excelente desempenho escolar.  A mãe dessas crianças afirmava ao juiz que não se submeteria a laqueadura, pois sua religião mulçumana não permite está prática de esterilização.[1]
É admirável a postura desta mãe, ela  demonstrou ser uma mulher forte, por duas razões:
-  Soube administrar a maternidade, mesmo com bastantes filhos,   cultivando em suas crianças bons laços afetivos.
-  Ela também é uma mulher  corajosa, pois está assumindo com convicção a própria identidade religiosa.
Este episódio vivido por está família fez-me recordar a ousadia da mãe dos Macabeus (II Mc 7, 1-42)  que preferiu ver morrer seus sete filhos do que trair a Deus.
Estamos vivenciando o Ano da Fé, onde somos convidados a conhecer e assumir em nossa vida, tudo aquilo que acreditamos. Faz parte da nossa identidade católica proteger e defender a fecundidade, assim como nos orientou o Papa Paulo VI na sua pequena mas valiosa Encíclica Humanae vitae.

Cleonice M. Kamer
Consagrada da Comunidade Bom Pastor








[1] Padre Paulo Ricardo – Mãe perde a guarda de sete filhos por se recusar a fazer a laqueadura. http://padrepauloricardo.org/blog/portugal-e-a-esterilizacao-compulsoria

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Parresía: Rock in Rio e o orgulho dos porcos

                

Com a chegada deste grande evento durante os próximos dias, vamos analisar o que realmente representa com olhar Cristão e social.

                    

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cardeal de SP fala sobre dinheiro recolhido pelas Igrejas no Brasil

                                            
Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer  

Recentemente, apareceram na imprensa várias matérias e reflexões sobre o dinheiro recolhido pelas Igrejas no Brasil. São números que impressionam, se forem olhados sem o devido discernimento. Os valores globais divulgados e que teriam sido recolhidos “em nome de Igrejas” ao longo de um ano também incluem os da Igreja Católica; mas não aparecem discriminados e não se especificou o que se refere a cada grupo religioso em particular, o que leva a fazer juízos errôneos, sem as devidas distinções e considerações.

No caso da Igreja Católica, considerando o número de fiéis, a média da contribuição individual por fiel pode ser baixíssima. Há que se levar em conta que, no nosso caso, as contribuições são feitas “para a Igreja”, representada também civilmente por entidades e instituições que prestam contas à Receita Federal. 

A pergunta que fica no ar é se isso acontece com todos os grupos religiosos, ou se as doações acabam beneficiando pessoalmente a quem as recolhe?


Há que se ver, ainda, a aplicação desses recursos e se perceberá qual é o volume de assistência e de benefícios sociais e culturais, e até mesmo de empregos gerados a partir das organizações religiosas. Ninguém imagina que na Igreja Católica, padres, bispos e organizações religiosas não pagam impostos, INSS, contas de água e luz. As isenções previstas em lei são apenas algumas, que não beneficiam pessoalmente as pessoas em serviço nas organizações religiosas, mas essas próprias organizações.


Dizer que as Igrejas recolhem mais de 20 bilhões de reais por ano no Brasil pode representar muito, aos olhos de alguns; mas isso pode representar muito pouco, se formos considerar as coisas mais no detalhe. Em tudo isso, é preciso colocar sempre um sensato e prudente “depende”. O que mais chamou a atenção foi a notícia sobre fortunas individuais e impérios políticos e econômicos organizados, até mesmo em pouco tempo, por líderes religiosos, que transformam a fé e os “serviços religiosos” em “produtos”, oferecendo-os ao público numa lógica capitalista de mercado.


Há, certamente, um problema no ar em relação ao campo religioso brasileiro; esse problema precisa ser enfrentado melhor pelas autoridades competentes. O que sempre foi mais colocado em evidência na opinião pública, até mesmo de maneira superdimensionada, foi a “perda de fiéis” por parte da Igreja Católica, talvez até com o desejo inconfessado de que isso continue a acontecer e que é um bem para o Brasil... A verdade é que essa mobilidade religiosa atinge todas as religiões tradicionais no Brasil e mesmo os grupos surgidos mais recentemente. O que não se aprofundou, a meu ver, foi a reflexão sobre os modos, as implicações e as consequências dessa “mobilidade religiosa”, que agora começam a aparecer.


O “Estado laico” não deve ser um álibi para deixar livre curso à exploração econômica, e em benefício privado, da credulidade e das necessidades religiosas e espirituais dos fiéis, valendo-se dos benefícios que o mesmo Estado reconhece às organizações religiosas. Alguma distorção grave está acontecendo no mundo religioso do Brasil, que terá consequências para a própria identidade cultural do Brasil no futuro próximo. Uma séria reflexão precisa ser feita.


Na Igreja Católica, as doações não são destinadas ao padre ou ao bispo, pessoalmente, mas à paróquia, à diocese, ou a outras instituições, organizações e obras sociais devidamente reconhecidas. Nossas paróquias e instituições religiosas não têm configuração empresarial, voltada para a produtividade e o ganho, mas têm fins religiosos, sociais e culturais, não pertencendo a ninguém em particular. As normas da nossa Igreja prescrevem rigor e transparência no controle e na aplicação dos recursos, bem como na prestação de contas.


Requerem ainda as normas da Igreja que haja Conselhos de Assuntos Econômicos em todas as paróquias e dioceses, com a participação de pessoas idôneas e competentes, para a boa administração dos recursos recolhidos. Todos esses recursos devem ser destinados ao cumprimento da missão da própria Igreja e, jamais, ao benefício pessoal de quem quer que esteja a serviço da Igreja, em qualquer nível, serviço e cargo.


Por delicado que seja, esse tema da exploração mercadológica da religiosidade e da religião carece de uma serena e profunda reflexão, para evitar o risco do descrédito da própria religião, de toda religião.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288608

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

“HÁ UMA GUERRA CONTRA A FERTILIDADE DAS MULHERES”



No início desta semana, a agência de medicamentos francesa anunciou quatro mortes por trombose venosa relacionadas ao uso do anticoncepcional Diane 35.[1]  Este anticoncepcional é utilizado geralmente como pílula contraceptiva e infelizmente é oferecida em grande escala também para as  mulheres brasileiras.
Quando uma mulher recebe a proposta de fazer uso de um anticoncepcional, geralmente não é esclarecido para ela sobre os riscos que envolvem estes tipos de hormônios.
 Recentemente uma economista americana, a Dra Jennifer R. Morse, denunciou que há uma verdadeira guerra contra a fertilidade das mulheres. [2] Ma esta guerra tem uma característica bem intrigante, onde a própria mulher se torna inimiga de seu próprio corpo, atacando a fertilidade.
 A Dra. Jennifer disse também que a mulher  em busca pela igualdade, tenta encaixar-se em um modelo de vida e trabalho desenvolvido para o corpo masculino. Para concorrer no trabalho com os homens, a mulher concorda ser “castrada” quimicamente. Muitas destas profissionais sacrificam os anos de maior fertilidade dedicando-se a carreira. Acontece que quando desejam ter filhos, já não coseguem engravidar  e submetem seus corpos ao trauma da tecnologia de reprodução artificial.
Quando a fertilidade é renunciada ou até mesmo destruída, parte da própria identidade também é anulada. No entanto, o homem e a mulher que assume e protege a fertilidade, reflete a beleza e a glória de Deus.
                                                                                 
Cleonice M. Kamer
Consagrada da Comunidade Bom Pastor




[2] Não há uma guerra contra as mulheres, mas há uma guerra contra a fertilidade das mulheres. Artigo publicado no The Christian Post, por Napp Nazworth. 11-12-12.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fé de jovens católicos surpreende jornais americanos


A imprensa americana teve de ceder. Diante da estrondosa demonstração de fé e civilidade dos milhares de jovens que participaram da recente "Marcha pela Vida" - considerada a maior de toda a história dos EUA - os jornais do país não tiverem outra alternativa, senão reconhecer a ascensão da Igreja Católica no meio da juventude. Um duro golpe para o establishmentesquerdista e anti-cristão que trabalhou durante anos para perverter o senso crítico das gerações mais jovens e que agora é obrigado a assistir a desastrosa derrocada de suas pretensões.
A confirmação vem por meio de um artigo do professor de Ciência Política da Universidade Michigan, Michael J. New, publicado na versão eletrônica da revista National Review. Comentando a cobertura da mídia dada à Marcha pela Vida, o professor descreve a preocupação do movimento abortista em relação à falta de jovens interessados pelo assunto. "Com poucas exceções, a grande mídia parece estar muito pessimista em relação ao movimento pró-escolha", afirmou New.
Apesar da alegria dos abortistas pela eleição de Obama, Michael New declara que isso não foi o suficiente para acabar com o negativismo quanto à causa do aborto. Citando matérias publicadas pelos jornais The New York Times e The Washington Post, o cientista político ressalta que mesmo a famosa feminista Nancy Keenan desabafou, recentemente, seu temor quanto ao futuro dos grupos pró-aborto.
Na mesma linha, a editora do site altcatholicah.com, Ashley McGuire, fez interessantes declarações sobre o crescimento da juventude católica, num artigo publicado no reconhecido jornal esquerdista, The Washington Post. Surpreendida com a quantidade de jovens presentes em algumas Missas que frequentara e em palestras de notáveis conservadores, McGuire explicou que a adesão desses novos jovens à fé católica não é simplesmente uma moda, mas sim um 'Grande Despertar Católico', "é o renascer da ortodoxia católica no meio dos jovens católicos".
McGuire, 26 anos, é uma jovem escritora que se convertou ao catolicismo há apenas cinco anos. Desde então, a moça tem trabalhado intensamente através de seu blog, altcatholicah.com- um site de cunho conservador dedicado especialmente às mulheres - para tornar mais conhecida e atrativa a doutrina da Igreja quanto à "paternidade responsável". McGuire conta que sua paixão pela Igreja Católica tornou-se maior quando ela finalmente percebeu que os ensinamentos católicos eram os únicos realmente sólidos e com bases milenares. "Alguns católicos, como eu, nos convertemos do protestantismo, ao perceber que a única instituição no mundo que se manteve firme através dos milênios nos assuntos mais importantes da época foi a Igreja Católica", declarou McGuire.
McGuire atribui esse despertar católico no meio da juventude ao sufocamento das gerações anteriores pelas teses liberais e promíscuas. "Nós nascemos num mundo em que milhões de bebês eram abortados a cada ano, onde incontáveis outras crianças que não nasceram estão congeladas em laboratórios para experiências, onde se fala que o gênero é uma opção e que o casamento é amorfo e solúvel. Herdamos o inferno na terra. E achamos que era demais.", frisou a jovem, que também faz parte da Catholic Association nos Estados Unidos.
McGuire ressalta em seu artigo que a nova geração de jovens católicos também é extremamente solícita e aberta às orientações do Papa Bento XVI. Além disso, os novos seminaristas e religiosas estão cada vez mais interessados nas práticas tradicionais da fé católica ao passo que as vocações dos institutos conservadores nunca cresceram tanto como agora, enquanto notáveis conventos progressistas estão definhando. "Nós queremos menos oba-oba e mais Panis Angelicus", resume a jovem. Sobre a juventude que participou da Marcha pela Vida, Macguire observa que a grande mensagem deles foi: "Tome nota. Nós somos o futuro. E nós estamos pegando fogo por Jesus Cristo e por sua Igreja".
Testemunhos como esse de Ashley McGuire, a Marcha pela Vida realizada nos Estados Unidos e tantos outros movimentos jovens da Igreja, sobretudo a Jornada Mundial da Juventude, nos dão um alento de esperança e coragem quanto às próximas gerações. E mostram que, mesmo com movimentos contrários, a Igreja Católica vive e tem futuro. Além disso, está disposta a corresponder ao chamado de Jesus Cristo, Aquele que veio para "lançar fogo no mundo" (Lc 12, 49). Dizia o escritor G.K. Chesterton que "somente a ortodoxia católica faz o homem feliz: é como os muros postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças". Os jovens, finalmente, começaram a descobrir esses muros.
Fonte: http://padrepauloricardo.org/blog/fe-de-jovens-catolicos-surpreende-jornais-americanos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Satanás existe?


Quando eu era criança ninguém me falava sobre o demônio, mas sempre que estava no quarto escuro ou sozinho em algum lugar algo me deixava angustiado e com medo, bom na minha cabeça de criança imaginava em fantasmas e coisas assim mas nunca no mal que realmente nos cerca satanás e seus anjos.
Eu tinha um amigo de infância que me contou uma vez que durante a noite alguém aparecia em seu quarto e ficava mexendo com ele, e que a atitude dele como criança era se esconder debaixo do cobertor, eu não acreditava achava que ele queria me assustar, esse meu amigo tinha uma família excelente, pessoas trabalhadoras,  e com muito zelo pela casa, mas sem tempo para os filhos, e assim muitos problemas comportamentais acompanharam este meu amigo na infância e na adolescência, faz muito tempo que não o vejo, não sei como ele se encontra hoje, mas através dele foi que eu ouvi pela primeira vez o nome demônio, porque mesmo sem ele conhecer direito ele acreditava fielmente que era o tal em seu quarto.

Bom o tempo foi passando, fui crescendo e na minha adolescência algo começou a me acompanhar, era um sonho, e neste sonho o demônio começou a revelar a batalha que eu iria travar com ele, todas as vezes que eu sonhava ele dizia que eu o pertencia  mas naquela batalha eu sempre o afastava com a oração do Pai nosso era a unica que eu sabia rezar direito, bastava começar a rezar que ele se retirava, muitas vezes isto se repetiu! 
Eu me perguntava porque isto acontece comigo o que ele quer, será que é real isto! As vezes nas conversas com os meus amigos nós entravamos neste assunto de bem e mal, e nos perguntávamos se realmente o demônio gostaria de ser revelado ou se manter oculto para as pessoas, se ele gostaria que as pessoas o conhecessem ou que ele não existisse.

Hoje arrisco-me a dizer: ele é o pai da mentira, que tudo que existe nele é falso, e que se existe uma verdade nele é que ele quer nos destruir como diz na passagem de João 10, 9-11 "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." 


Aqui vemos claramente que o próprio Senhor Jesus nos revela o demônio e que o único a seguir é ele Jesus! 

Resolvi falar neste assunto, para esclarecer a existência do mal e que no caminhar vamos nos deparar várias 
vezes com ele, não desista e não tenha medo, pois a batalha existe e não temos como fugir dela, mas temos grande vantagem porque o Senhor nos ama e para libertar das garras do inimigo ele se doa por inteiro, basta crer e se entregar a Deus!


A paz de Cristo!

Cristian Giosele